Conferência Anual 2020

OS MUNDOS SUBTERRÂNEOS

4 e 5 de Abril
(as palestras estarão disponíveis até 12 de Abril)
Arquivo de Agartha

 

          Inúmeras tradições religiosas e fontes herméticas, exploradores, aventureiros, cientistas e literatos reportam-se, algumas vezes minuciosamente, a um reino subterrâneo habitado, o qual é amiúde descrito como uma cidade sita no interior oco da Terra, povoada por sábios e iniciados, os quais comunicam esporadicamente com a humanidade.

          Tal reino é nomeado de forma distinta, consoante o contexto cultural – Duat, Agartha, Avalon, Shangri-la, etc.,– partilhando, contudo, determinadas características comuns que denotam afinidades entre as descrições, tornando-as credíveis e validando muitos dos relatos acerca desse lugar real, porém inacessível ao homem comum.

          Em muitos pontos do globo subsistem registos sobre os contactos e a interacção com os habitantes desse mundo intraterreno, a partir da superfície da terra, por intermédio de complexos sistemas de túneis, cavernas e labirintos, acrescentando-se que tais acessos se acham, geralmente, custodiados por conjuntos monumentais, grupos étnicos específicos ou confrarias secretas, cuja missão é assegurar a inviolabilidade desse vasto e consagrado território, sede de um governo oculto do mundo, cuja organização hierárquica se rege por um modelo sinárquico, sendo constituída, da periferia para o centro, por:

 milhões de Dwijas (duas vezes nascidos ou renascidos) e Yoguis (unidos a Deus);

5000 Pundits, com o encargo dos serviços de informação e da segurança;

360 Bagwandas (assessores do Conselho Supremo);

o Conselho Supremo, composto por 12 membros;

o Brahatmah (soberano pontífice, ou Rei do Mundo) e seus dois assessores, os Mahatmas, que o regem a partir de uma cidade central, ou capital, denominada Shambhala.

 

          A tradição portuguesa identifica esse governante supremo ora com Melquisedeque, misterioso Sacerdote do Altíssimo citado na Bíblia, ora com o Preste João das Índias, intencionalmente confundido por D. João II com o negus da Abissínia, a partir da segunda metade do séc. XV.

          Ao propor a temática em apreço, visam Saudade Associação e o Museu Hermético Português contribuir para o esclarecimento e a clarificação de um mistério milenar que foi e continua a ser intensamente glosado, alguns dos respectivos epígonos vaticinando uma futura, mas não longínqua, subordinação da humanidade exterior aos estritos preceitos iniciáticos dos intra-terrenos, saídos do seu reino subterrâneo para instaurar uma Nova Ordem Mundial à face da Terra.

 


🢖 Programa da conferência 🢔   

     
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